Segunda-feira, Novembro 24, 2008


SÓ O TEMPO


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Largo a paixão
Nas horas em que me atrevo
E abro mão de desejos
Botando meus pés no chão
É só eu estar feliz
Acende uma ilusão
Quando percebe em meu rosto
As dores que não me fez

Ah, meu pobre coração
O amor é um segredo
E sempre chega em silêncio
Como a luz no amanhecer
Por isso eu deixo em aberto
Meu saldo de sentimentos
Sabendo que só o tempo
Ensina a gente a viver

(Paulinho da Viola)



Não largue a paixão jamais, ou não se apaixone
Atreva-se sempre e com vontade de ser atrevido
De desejos não devemos abrir mão, senão vem Drummond, vem do além, e a bronca é certa
Cecília queria ficar no chão e no ar, Nureyev conseguia, conseguiria eu?

Meu rosto tem dores e marcas de amores
Meu coração, ah meu coração...
O amor já foi um segredo, hoje sinto que amar e ser amada é honraria
O amor chega em silêncio...
Como dobrar a esquina, olhar o relógio, ter um segundo pensamento

Quando estou feliz, há sempre uma ilusão
De amar e ser amada
Acariciar e ser acariciada
Beijar e ser beijada
Por isso deixo em aberto, meu saldo de sentimento
Amplo saldo
Sabendo claramente que só e apenas o tempo nos ensina a esquecer
Lembrar com carinho e simplesmente viver

(Mônica Alves)



Segunda-feira, Novembro 10, 2008



23 de ABRIL de 2007


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No dia 23 de abril de 2007, dia do último post, eu me preocupava com o tempo...
O tempo não me deu tempo de me despedir do meu marido que morreu em 27 de abril de 2007, quatro dias depois deste post abaixo.
Dia 28 de abril faríamos 28 anos de casados.

Se eu pudesse, colocaria aqui e agora a minha alma para descrever o que representa a morte súbita de um marido, pai, avô, patrão, amigo, filho, genro maravilhoso. Resisto ainda...

Depois da perda brutal que me acometeu, não pensei em escrever mais. Na época havia escrito um livro e estava gostando de trabalhar nele, parei também no segundo.

Não sei bem quem está aqui hoje. Talvez alguém mais madura, mais triste, mais sábia, tentando curar-se das perdas (não foram poucas) e ser feliz na marra!
Tentando aprender que fazer as coisas do mesmo jeito sempre e esperar resultados diferentes é pura insanidade (essa é do Einstein).

Só não quero esperar ser feliz dependendo do outro (já passei por essa também), porque amar não é depender, depender da presença do outro. Se fosse assim não continuaríamos a amar a pessoa querida após sua morte.

Não espero também encontrar a felicidade em livros ou CDs, viagens fabulosas, fama, dinheiro, prestígio.
Ou espero encontrá-la em qualquer dessas coisas, em qualquer esquina; é simples, desde que a ela esteja dentro da gente.

Vou instalar este programa em minha alma, faço o download e posto aqui pra todos nós.


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