Sexta-feira, Maio 26, 2006



DICA


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Acalmo-me quando o brilho da vida pede um sorriso.
Silencio quando uma voz suave abraça o meu caminho.
Escuto quando diferentes sotaques dançam de mãos dadas.
Choro quando as lágrimas irrigam corações sensíveis.

Brinco quando os movimentos se tocam e fazem ciranda.
Acaricio quando poemas fluem de mãos calejadas.
Danço quando a alma de duas pessoas se desejam.
Abraço quando duas liberdades se buscam.

Canto quando vejo esperança nos olhos de quem canta.
Beijo quando dois corações abraçam o amor.
Corro quando o sonho atrai e o caminho está aberto.
Contemplo quando o horizonte é iluminado.

Amo quando existem pessoas, amizades, amores, possibilidades.
Vivo quando os encontros se transformam num belo encontro.
Sou quando os momentos se abraçam num único momento.
Persisto quando os sonhos são vividos numa apaixonante busca.

Aproximo-me quando existem
Três vontades,
dois desejos,
um sonho.

Canísio Mayer

Este meu amigo é poeta, é professor, é conferencista, é... ele é tantas coisas.

Mas, é principalmente um ser humano especial.

Olhem aqui, quem é ele e o curso que ele ministra dia 03/06. Vale à pena. Eu garanto!


Quinta-feira, Maio 18, 2006




PARA NOSSAS IRMÃS...



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HORA DO RECREIO

I

Graça especial
o que o é o que é?
ora é ela, outra eu
uma, duas, duas d'eu.

O que é o que é?

uma, uma, uma eu
ela nela, nela eu.

O que é o que é?

quem é ela, qual sou eu
o que é dela, dela é meu.

O que é o que é?

amor dela, dela meu
eu por ela, ela por eu.

Resposta :

O grande dia estava chegando. Percebíamos isso porque não cabíamos mais ali. Desde cedo já aprendendo a compartilhar, dividir...
Lá estávamos - Nos aquecendo, fortalecendo e encorajando. Enfrentar o mundo, conhecer a dona da voz. Escutávamos aquela melodia todos os dias. Conhecíamos e adorávamos o seu tom.
Vá primeiro! Disse-me ela, depois vou eu.
Assim foi.

Flávia Oliva

II

POR MINHA IRMÃ, PEÇO LICENÇA AO POETA

Quando eu nasci, um anjo torto,
Desses que vivem na sombra disse:
- Vai, menina, ser gauche na vida.

À luz do sol, havia outro anjo,
Desses que protegem, ajudam, cuidam.
Devo ter vindo fazer-lhe companhia.
Ou aborrecer um pouco, quiçá?

Saudades de tomar sorvete de mãos dadas,
Saudades de brincar de "o que é, o que é?"
Saudades de ouvir suas músicas,
De sair de mini-saia, das inocentes balbúrdias .

Vou contar para a mamãe!
Não contava, encobria.

Branco-branco, preto-preto, azul-Rosa.
Pé com pé. Rosa Rósea

Rosa,
e todas as rimas.
Rosa,
e os perfumes todos.
Rosa,
na brancura clara.
Rosa,
nos espinhos.
Rosa,
cor de rosa.
Rosa,
no deslumbramento.
Rosa,
no distanciamento.
Rosa,
no que não foi escrito.
Rosa,
no que deixou de ser dito.
Rosa,
por ti escrevi e escrevo.
Rosa,
que tento rimar.
Rosa,
no gargalhar.

Pétala a pétala,
Despetalirosada.

Dias como o de hoje brotam
Como uma rosa.
E botam a gente comovida
Como um anjo, ainda que meio torto.
Aceita minha rosa...
Quem sabe, a rosa alegre o coração da

Rosa.

Mônica de Carvalho




Quinta-feira, Maio 11, 2006



TODAS AS MULHERES SÃO MÃES!


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Escutamos muito, que nem toda a mulher é mãe.
Algumas optam por não ter filhos, sentem-se inadequadas ou mesmo preferem seguir uma carreira de sucesso e pouco pensam no assunto. Não têm tempo para crianças, gravidez, aleitamento.
Outras têm filhos e nem dão muita bola. Criam no "vai da valsa", no "deixa rolar" e a vida segue.
Particularmente, penso que filhos mais soltos, na medida certa , têm mais chances de dar certo.
Existem aquelas que são supermães, superprotetoras. As que são mandonas e castradoras.
Quantas mães substitutas existem por aí? Muitas.

E volto àquelas que optam por não gerar filhos. A conclusão seria: nem toda a mulher nasceu para ser mãe...
Será?
Quem é aquela enfermeira que cuida carinhosamente de seu paciente?
Quem é a filha que chegada à hora de inverter os papéis cuida da mãe idosa, ou do pai, tio, avô?
E a irmã que ajuda a criar os irmãos mais novos, e a mulher que cuida do marido? Muitas vezes dos filhos do relacionamento anterior de seu companheiro.
Tem aquela que cuida de bichos. A professora, do aluno.
A profissional que cuida do patrão, dos colegas. Na espreita, na surdina.
Cuidam de longe. Mas mantêm os olhos abertos. Olhos de ver... e o coração atento.
A maternidade é irrestrita, não tem religião ou credo.
Olavo Bilac descreveu sua terra como: "Um seio de mãe a transbordar carinho..."
Mulheres são mães, mesmo que não levem o título.
Toda a mulher é mãe, porque mulheres costumam ser GENEROSAS.

Para minha mãe que sempre foi um exemplo de generosidade.
Para a minha filha, menina-mãe, que me deu o neto mais lindo.
Para minha outra filha, que muitas vezes, é minha mãe.
Para todas as mães que conheço e mesmo as que não cheguei a conhecer, e especialmente para aquelas que pensam que não são mães, mas sem dúvida, são!


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