Sábado, Dezembro 20, 2008



FELIZ NATAL, FELIZ ANO NOVO



EM 2009 PRETENDO:

( ) CUIDAR MAIS DE MIM

( ) CUIDAR MAIS DOS OUTROS

( ) MELHORAR MEUS HÁBITOS ALIMENTARES

( ) TER MAIS TEMPO PARA MEUS AMIGOS

( ) TER MAIS TEMPO PARA A MINHA FAMÍLIA

( ) PASSEAR MAIS

( ) COMEÇAR “AQUELE” PROJETO

( ) DANÇAR

( ) FAZER TEATRO

( ) LER MAIS

( ) RIR MAIS

( ) RECLAMAR MENOS

( ) SER MAIS OTIMISTA

( ) RELAXAR

( ) ..........................................


É O QUE DESEJO A TODOS VOCÊS PARA O ANO QUE VÊM!

BOAS FESTAS!


Imagem



Domingo, Dezembro 14, 2008


PARA QUE A TRISTEZA VÁ EMBORA


HAPPINESS


Quando estamos sofrendo, nossos queridos, nossos amigos, para aliviar nossa dor, ou para tentar que acordemos, nos aconselham: - Pense que você é saudável, bonita, tem lindas filhas....
Outros mais truculentos dizem:- Pense que você não tem que andar dentro de um ônibus lotado ás 6 horas da tarde na Avenida João Dias, ou que você não tem um pasto para roçar, seja feliz por ter suas duas pernas, ou seus olhos.

Sou agradecida a tudo que tenho, agradeço diariamente com muita sinceridade, isto faz parte de mim.

Agora, quando estou triste, não consigo me consolar por não ter um pasto para roçar ou por ter as duas pernas, etc. Esta é minha realidade e nasci com ela. E até acho que um pasto para roçar seria uma terapia ocupacional e tanto. Distrai a mente e “sara” o corpo, mas repito, não sei roçar. E conheço deficientes físicos que são muito felizes e de bem com a vida.

Então fico dividida, pois também acho que não deveria ou poderia estar triste.

O que muitos não entendem é que quando somos acometidos de uma dor muito forte estas comparações não adiantam, não nos tiram da dor.

A maioria de nós vive adormecida, não temos autoconhecimento, o que é bem difícil de se adquirir.
Temos que reunir coragem suficiente para sair da escuridão, sair fora dos velhos hábitos em nós arraigados, acordar de um longo sono.

E quando estamos despertos, a vida pode ser uma dança, uma canção, uma alegria.

“Mestre” Osho consegue sempre colocar palavras em meus, muitas vezes, atormentados pensamentos.


A CHAVE MÁGICA

“Primeiro seja um consigo mesmo. Esse é o primeiro passo da Unio Mystica: seja um consigo mesmo. E então o segundo, e último passo, é ser um com a existência. O segundo é fácil. O primeiro ficou difícil devido a tantos condicionamentos, a tanta educação, e tantos esforços para civilizar.
O primeiro passo ficou difícil.
Se você deu o primeiro passo de simplesmente aceitar e amar a si mesmo como você é, de momento a momento... Por exemplo, você está triste. Nesse momento você está triste. Todo o seu condicionamento lhe diz, “Você não deve ficar triste. Isso é ruim. Você não deve ser triste. Você tem que ser feliz”. Assim surge a divisão, agora surge o problema.

Você está triste: essa é a verdade desse momento. E seus condicionamentos, sua mente lhe dizem, “Você não deve ser assim, você tem que ser feliz. Sorria! O que as pessoas irão pensar de você?”
Sua mulher pode lhe deixar se você ficar tão triste, seus amigos podem fugir de você se você for tão triste, e seu negócio será destruído se você permanecer triste. Você tem que rir, você precisa sorrir, e você tem que pelo menos fingir que é feliz. Se você for um doutor seus pacientes não se sentirão bem se você for triste. Eles querem um doutor que seja feliz, alegre, saudável, e você parece tão triste. Sorria – mesmo que você não possa mostrar um sorriso verdadeiro, mostre um sorriso falso, mas sorria. Pelo menos finja, represente.
Esse é o problema: você finge, você representa. Você pode conseguir rir, mas assim você dividiu-se em dois. Você reprimiu a verdade, você se tornou falso.
E o falso é apreciado pela sociedade. O falso se torna o santo, o falso se torna o grande líder, e o falso se torna o Mahatma. E todo mundo começa a seguir o falso. O falso é o seu ideal.
Eis porque você é incapaz de conhecer a si mesmo. Como você pode conhecer a si mesmo se você não se aceita? Você está sempre reprimindo seu ser. O que pode ser feito então? Quando estiver triste, aceite a tristeza: ela é você. Não diga, “Estou triste”. Não diga que a tristeza é alguma coisa separada de você. Simplesmente diga, “Sou a tristeza. Nesse momento, sou a tristeza”.

Viva sua tristeza com total autenticidade. E você ficará surpreso ao ver que uma porta miraculosa se abre em seu ser. Se você puder viver sua tristeza sem nenhuma imagem de ser feliz, você fica feliz imediatamente, porque a divisão desaparece. Não há mais nenhuma divisão. “Sou a tristeza”. E não há nenhuma questão de algum ideal de ser algo mais. Assim não há nenhum esforço, nenhum conflito. “Sou simplesmente assim” e há um relaxamento. E esse relaxamento é graça, e esse relaxamento é alegria.
Todo sofrimento psicológico só existe porque você está dividido. Dor significa divisão e alegria significa nenhuma divisão. Isso pode parecer paradoxal a você: se a pessoa estiver triste, como é que ela pode ficar alegre aceitando sua tristeza? Irá parecer paradoxal, mas é assim. Experimente!
Não estou dizendo para tentar ser feliz; não estou dizendo isso, “Aceite sua tristeza para que você possa ser feliz”. – Não estou dizendo isso. Se essa for sua motivação então nada irá acontecer; você ainda estará lutando. Você estará olhando pelo canto de seu olho: “Tanto tempo já passou e eu aceitei até mesmo a tristeza, e estou dizendo ‘Sou a tristeza”, e ainda assim a alegria não está vindo”. Ela não virá desse jeito.

Alegria não é uma meta, é um subproduto. Ela é uma conseqüência natural da integridade, da unidade. Apenas seja um com essa tristeza, por nenhum motivo, por nenhum propósito particular. Não há nenhuma questão de qualquer propósito. É assim que você é nesse momento, essa é sua verdade nesse momento. E no próximo momento você pode ficar zangado: aceite isso também. E no próximo momento você pode ser algo mais: aceite isso também.
Viva de momento a momento, com tremenda aceitação, sem criar nenhuma divisão, e você está a caminho do autoconhecimento. Autoconhecimento não é uma questão de ler os Upanishads e sentar em silêncio e recitar, “Aham Brahmasmi, sou Deus”.

Esses são esforços inúteis. Ou você sabe que você é Deus, ou você não sabe. Você pode continuar repetindo por toda sua vida, “Aham Brahmasmi, sou Deus”. Você pode desperdiçar toda sua vida repetindo isso, mas você não irá conhecer isso.
Se você conhece-o, não há nenhum sentido em repeti-lo. Porque você está repetindo-o? Se você sabe, você sabe. Se você não sabe, como você pode vir a saber pela repetição? Apenas veja toda a estupidez disso.
Mas isso é o que está sendo feito nesse país e em outros países também, nos monastérios e Ashrams. O que as pessoas estão fazendo? Repetindo como papagaios.
Estou lhes dando uma abordagem totalmente diferente. Não é pela repetição da Bíblia ou dos Vedas que você irá se tornar um conhecedor, não. Você ficará apenas culto. Então como é que a pessoa conhece a si mesma?
Abandone a divisão: a divisão é todo o problema. Você está contra si mesmo. Abandone todos os ideais, os quais criam antagonismo em você.

Você é do jeito que você é: aceite isso com alegria, com gratidão. Subitamente uma harmonia será sentida. Os dois eus em você, o eu ideal e o eu verdadeiro, não estarão mais aí para lutar de maneira nenhuma. Eles irão se encontrar e se fundir numa unidade.
Não é a tristeza que realmente lhe causa sofrimento. É a interpretação de que a tristeza é errada que lhe causa sofrimento, e isso se torna um problema psicológico. Não é a raiva que é dolorosa; é a idéia de que a raiva é errada que cria ansiedade psicológica. É a interpretação, não o fato. O fato é sempre libertador.
Jesus diz, “A verdade liberta”. E isso é de tremenda importância. Sim, a verdade liberta, mas não é conhecer sobre a verdade. Seja a verdade, e ela liberta. Seja a verdade, e há libertação. Você não precisa trazê-la, você não precisa esperar por ela: ela acontece instantaneamente.

Como ser a verdade? Você já É a verdade. Você apenas está carregando falsos ideais; eles estão criando o problema. Abandone os ideais: por alguns dias seja um ser natural. Exatamente como as árvores, os animais e os pássaros, aceite seu ser como você é.
E surge um grande silêncio. Como pode ser de outra maneira? Não há nenhuma interpretação: assim a tristeza é bela, ela tem profundidade.
Assim a raiva também é bela, ela possui vida e vitalidade. Então o sexo também é bonito, porque tem criatividade.

Quando não há nenhuma interpretação, tudo é belo. Quando tudo for belo, você fica relaxado.
Nesse relaxamento você caiu na sua própria fonte, e isso traz autoconhecimento. Cair na nossa própria fonte é o que “Conhece a ti mesmo” significa.
Não é uma questão de adquirir conhecimento, é uma questão de transformação interior.
E de que transformação estou falando? Não estou lhe dando nenhum ideal que você tenha que seguir, não estou dizendo que você precisa transformar aquilo que você é e tornar-se outra coisa. Você precisa simplesmente relaxar no que você é, e apenas ver.

Vocês ouviram o que estou dizendo? Apenas vejam o ponto: é libertação. E uma grande harmonia, uma bela música é ouvida. Essa música é do autoconhecimento. E sua vida começa a mudar.

Assim você tem a chave mágica, a qual abre todas as fechaduras.
Se você aceitar a tristeza, ela irá desaparecer. Quanto tempo você pode ficar triste se você aceitar a tristeza? Se você for capaz de aceitar a tristeza você será capaz de absorvê-la em seu ser; tornar-se-á sua profundidade”.
OSHO





Quinta-feira, Dezembro 04, 2008



CHARLIE



Gabriel Aubry - Imagem


Ai... Charlie era charmoso! Charmoso hoje em dia, porque há alguns anos deve ter sido muito bonitão, insinuante e cafajestão... desculpe, mas a palavra é essa.
Bon vivant, sempre cantava a mulher da mesa ao lado. Mas, como todo o sábio cafajeste, era insinuante, cativante, tinha carisma. E assim, Charlie foi levando a vida, entendendo os bons vinhos, a boa cozinha e, sobretudo, as “boas” mulheres.
Levava alguns tapas na cara (isso faz parte), mas também quando dava certo... era muito bom!

Casou-se, teve dois lindos filhos e foi convidado a ir trabalhar em Milão. Lá foi ele com as crianças, a mudança toda, a esposa e no vôo seguinte... a amante.
Conseguiu manter as duas na Itália, sem que nenhuma soubesse da outra. Viveu assim alguns bons anos.

A única virtude de Charlie era ter filhos somente com a primeira mulher, senão teria sido um festival. A amante na Itália já desconfiava (era semi- debilóide). Na seqüência, já tinha outra. Era um tipo Binoche, sexy, peituda, linda.
Ele “transava” e enjoava. Não podia, como Henrique IIX, decapitá-las, mas esfriava. Acontece que era bom, tratava a todas bem, com igualdade, como reza as regras do corão.

E assim Charlie foi aproveitando a vida. Amando, sendo amado, fazendo algum (ou alguns) desaforo à saúde e seguindo em frente, sempre cercado de belas mulheres, boas bebidas. Inteligentíssimo passava o tempo seduzindo pessoas. Possuía uma biblioteca de fazer inveja a Saramago e não gostava que ninguém se ocupasse dela, deixava imunda mesmo. - Poeira e teias de aranha fazem parte da vida, da decoração, do dia a dia, dizia ele.

Só que o tempo passa para todos, porque a juventude é efêmera e a velhice permanente e para rimar um pouco, Charlie foi perdendo os dentes... mas, continuou charmoso, inteligente e sedutor.
Apaixonou-se aos 60 e muitos por uma mulher bonita e simpática de 45. Chamava-se Cláudia. E Cláudia não parava de elogiar o sorriso de Charlie, os dentes de Charlie, a brancura dos dentes de Charlie... e assim resolveram se casar. Ele estava agora na quinta esposa.

Cláudia, apesar de notar algumas rugas, algumas intempéries da idade no futuro marido, continuava apaixonada pelo cativante sorriso dele.
Quando ele sorria o mundo se iluminava, brilhava, e a vida seguia bela para Cláudia.
Resolveram se casar, afinal se amavam muito.

Na noite de núpcias, nosso herói não teve a menor dúvida: - Querida (com um par de dentaduras nas mãos), olha por qual sorriso você se apaixonou!!
Cláudia atônita olhava para o par de dentaduras, sem saber se gargalhava ou chorava.
O dito conseguia ser charmoso mesmo sem dentes, cá entre nós.
Arrematou dizendo: - Olha, beijar de boca mole é muito bom, você vai gostar!

Antes disso, ele já havia deixado claro que ninguém entraria na biblioteca para limpar e que ele próprio achava banhos diários algo muito impróprio. Tomava, portanto, um banho a cada 3 dias.

Apavorada Cláudia perguntou: - E os cabelos? Lava de quanto em quanto tempo?
Gaiato ele respondeu: Meus cabelos são fabulosos, lavo uma vez por semana.
- Dentaduras, meu bem, tenho quatro, que é para poder variar! Assim você não enjoa. Uma delas mandei até dar uma quebradinha na frente, pra dar um charminho.

E Cláudia continua apaixonada por Charlie, com os parcos banhos, os muitos dentes e a luz que ele irradia.


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